Boris Johnson já é primeiro-ministro do Reino Unido. O líder do Partido Conservador foi indigitado, esta quarta-feira à tarde, numa audiência com a Rainha Isabel II.

No seu primeiro discurso como chefe do governo britânico, em Downing Street, Boris Johnson reiterou que o Reino Unido vai sair da União Europeia em outubro "sem se's nem mas". E voltou a admitir uma saída sem acordo, ainda que considerando que esta é uma "possibilidade remota".

O Brexit foi uma decisão fundamental para o povo britânico. (...) Estou convencido de que vamos conseguir chegar a um acordo. Mas é claro que é vital que, ao mesmo tempo, estejamos preparados para a remota possibilidade de Bruxelas recusar qualquer negociação. É do bom senso prepararmo-nos para isso", vincou.

O conservador reconheceu que, num cenário de Brexit sem acordo, "haverá dificuldades", mas defendeu que os bancos e as empresas "estarão preparadas".

Não subestimem o nosso país", acrescentou.

Johnson aproveitou para anunciar já algumas medidas como a introdução de "mais 20.000 novos polícias nas ruas" e "20 atualizações em hospitais que resolvam a crise dos cuidados de saúde de uma vez por todas”.

O meu trabalho é servir as pessoas. As pessoas são os nossos patrões”. (...) Assumo responsabilidade pela mudança que quero ver", vincou.

Na terça-feira, na eleição interna do Partido Conservador, Boris Johnson derrotou, como era esperado, Jeremy Hunt com 92.153 votos, contra 46.656 votos.

O sucessor de Theresa May foi um dos principais apoiantes do "Brexit" no referendo de 2016 e não exclui uma saída da União Europeia sem acordo a 31 de outubro, a nova data estabelecida para os britânicos abandonarem o bloco europeu.