O ministro responsável pelo processo de vacinação no Reino Unido admitiu esta quinta-feira à Sky News que existem pelo menos quatro mil mutações do novo coronavírus. Uma “biblioteca” de mudanças identificadas na Califórnia, África do Sul, Brasil, Japão e Reino Unido e cujas informações estão a ser armazenadas para rapidamente responder a uma possível atualização das vacinas. 

Nadim Zahawi, membro do parlamento desde 2010, afirma que o Reino Unido tem a “maior indústria de sequenciamento de genoma”, garantindo que o país está pronto para responder a qualquer desafio.

O coordenador da vacinação britânica crê ainda na capacidade de as farmacêuticas produzirem “ a próxima vacina que garantirá uma proteção constante no mundo”. 

Na entrevista, o ministro não se revelou preocupado com o impacto das variantes nas vacinas, sublinhando que “é muito improvável que a atual vacina não seja eficaz nas estirpes, sobretudo quando se trata de doença grave ou de hospitalizações”, adiantou.

No dia 2 de fevereiro, foi anunciado que uma nova mutação do vírus, com origem no condado britânico de Kent, foi detetada em algumas amostras, crescendo a preocupação de que esta estirpe desatualizasse a ação das vacinas.  A mutação, denominada E484K, também foi encontrada na variante sul-africana do coronavírus. 
 
Ouvidos pela imprensa britânica, especialistas sublinharam que esta mutação é "preocupante, mas não surpreendente", fruto da disseminação em massa do vírus e da sua adaptação ao sistema imunológico.
 
A Pfizer-BioNTech, a Moderna e a AstraZeneca estão constantemente à procura de formas de conseguir melhorar as vacinas para se ter a certeza de que estão prontas para qualquer variante – há cerca de 4000 variantes no mundo agora”, revelou o ministro.