A variante britânica vai espalhar-se pelo mundo, como aliás já se tem verificado, e a luta contra esta estirpe vai demorar pelo menos uma década. Quem o diz é a chefe do programa de vigilância genética do Reino Unido. 

Numa entrevista à BBC, Sharon Peacock disse que a variante B117 do vírus, detetada pela primeira vez em Kent, em setembro, "varreu o país" e tem fortes probabilidades de "varrer o mundo".

Uma vez controlado [o vírus] ou se sofrer mutações para deixar de ser virulento - provocando doenças -, só nessa altura poderemos parar de nos preocupar. Mas, olhando para o futuro, eu acho que vamos fazer isto durante anos. Daqui a 10 anos nós vamos continuar a fazer isto, na minha opinião", disse a diretora do Consórcio COVID-19 Genomics UK.

A variante britânica tornou-se uma estirpe dominante do vírus na Inglaterra e na Irlanda do Norte, e espalhou-se por mais de 60 países e territórios, entre os quais Portugal.

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A comunidade científica já garantiu que as vacinas da Pfizer, AstraZeneca e da Moderna são eficazes contra esta nova estirpe. O mesmo não acontece com a detetada na África do Sul, que está a espalhar-se mais lentamente, estando prensente em 23 países e territórios, segundo dados da Organização Mundial de Saúde (OMS). 

A variante britânica comunicada à OMS em meados de dezembro é considerada 50 a 70% mais contagiosa do que o novo coronavírus original, SARS-CoV-2. 

Cláudia Évora