O detetive privado que o casal McCann contratou para tentar encontrar a filha, Madeleine McCann, desaparecida desde 2007, foi encontrado morto. O corpo de Kevin Halligen foi descoberto, na passada segunda-feira, "coberto de sangue", em casa, em Surrey, na Inglaterra.

A morte do detetive foi confirmada pelo jornalista Adrian Gatton à Press Association, alegando que o detetive sofria de problemas de alcoolismo. Citado pela BBC, Gatton revelou que “havia sangue à volta da casa, provavelmente provocado por quedas anteriores de quando ele estava bêbedo" e que a casa estava “cheia de garrafas vazias". 

"Há muitas pessoas que não lhe desejavam o melhor mas, seguramente, a causa da sua morte foi o alcoolismo. Era uma pessoa única", afirmou ainda o jornalista.

Ainda segundo a mesma fonte, a morte de Kevin Halligen, de 56 anos, está agora a ser investigada pelas autoridades britânicas já que este, apesar de sempre ter negado todas as acusações, era suspeito de desviar dinheiro dos fundos angariados pelos pais de Maddie para comprar roupas caras e outros artigos de luxo. 

Os pais de Maddie contrataram a empresa de Halligen - Oakley International - para tomar conta do desaparecimento de Maddie, mas acabaram por rescindir o contrato algum tempo depois, alegando que a empresa não estaria a cumprir com as suas obrigações.

Madeleine McCann ou Maddie, como ficaria conhecida internacionalmente, desapareceu do apartamento onde a família passava férias na noite de 3 de maio de 2007, na Praia da Luz, Lagos. Estaria no quarto a dormir com os dois irmãos gémeos, mais novos. Os pais jantavam num restaurante do empreendimento turístico quando a mãe foi verificar as crianças ao quarto e deu pela falta dela.