Os serviços de urgência dos hospitais do SNS do Reino Unido estão sob alerta, depois de terem sido avisados para a possibilidade de um novo atentado terrorista, que poderá acontecer durante o próximo fim de semana.

A notícia foi avançada pelo Health Service Journal, que relembra que neste fim de semana há um feriado nacional, o que agrava o risco de um atentado, numa altura em que o estado de emergência no país permanece no nível máximo.

O diretor do serviço nacional de saúde britânico, Simon Stevens, apela a que as unidades de urgência estejam devidamente equipadas e preparadas para essa eventualidade, nomeadamente no que toca a assegurar recursos humanos suficientes nas instalações, para que a resposta seja tão rápida e eficiente quanto foi em Manchester.

De acordo com The Guardian, é a primeira vez desde 2008 que os hospitais do serviço nacional de saúde foram advertidos para se prepararem para a possibilidade de um atentado terrorista de grande escala.

Também o cirurgião e diretor das unidades pós-traumáticas a nível nacional, Chris Moran, enviou este apelo às 27 maiores equipas de traumatologia do país. Estes centros estão em vários pontos da cidade e têm como objetivo a reabilitação de pessoas que sofreram lesões graves.

A forma como as equipas de traumatologia em Manchester responderam às vítimas do atentado da noite de segunda-feira deu-lhe um enorme crédito em termos da sua dedicação, preparação e competências clínicas”, disse Moran, citado pelo The Guardian.

A mensagem aconselhava especificamente as equipas cirúrgicas a estarem preparadas para as consequências dos ataques, nomeadamente quanto ao tratamento de pacientes com infeções, lesões por explosão ou que tenham sido atingidos por estilhaços.

Depois do ataque terrorista em Manchester, que matou 22 pessoas, Theresa May confirmou a identidade do bombista suicida e o Centro de Análise de Terrorismo elevou o nível de ameaça de “elevado” para “crítico”. Alguns feridos ainda permanecem em estado crítico, e os serviços secretos acreditam que Salman Abedi não agiu sozinho, daí que o alerta se tenha estendido às unidades de saúde.

Recorde-se que a Rainha Isabel II visitou, esta quinta-feira de manhã, alguns dos sobreviventes do atentado de Manchester, no Royal Manchester Children's Hospital.

Este incidente foi considerado como a pior atrocidade no Reino Unido desde 2005, altura em que 56 pessoas morreram e 700 ficaram feridas, vítimas explosões num metropolitano e num autocarro.