A polícia britânica está a investigar se os responsáveis pelo ataque na ponte de Londres e no mercado de Borough tiveram apoio de outras pessoas. A informação foi avançada pela comissária Cressida Dick à BBC TV.

Uma grande prioridade para nós é tentar entender se eles estavam a trabalhar com outras pessoas, se outra pessoa esteve envolvida no planeamento do ataque e encontrar o plano para isso", afirmou.

Cressida Dick acrescentou ainda que a polícia "tem feito buscas em vários locais no este de Londres" e recolheu "uma grande quantidade de material forense".

Estamos a trabalhar muito rápido", garantiu.

A comissária referiu ainda que as autoridades suspeitam estar perante uma ameaça terrorista "largamente doméstica", uma vez que a ameaça surge no país e não fora dele. 

Penso que todos os recentes ataques têm um centro de gravidade primariamente doméstico", afirmou, acrescentando que esse centro de gravidade "estava presente nos cinco ataques que a polícia impediu e nos três recentes ataques concretizados".

Esta segunda-feira, Londres acordou com novas rusgas relacionadas com o ataque de sábado que fez sete mortos e perto de 50 feridos, muitos em estado crítico. De acordo com um comunicado da polícia metropolitana, os agentes invadiram várias casas em Newham e Barking, a este da capital, cerca das 4:15.

A polícia avança ainda que várias pessoas foram detidas e que as buscas continuam em ambas as localidades.

No domingo, 12 pessoas foram detidas em Barking por suposta ligação a um dos suspeitos do ataque na ponte de Londres e no mercado de Borough. O ataque já foi reivindicado pelo Estado Islâmico.

O ataque começou às 21:58 de sábado, quando os atacantes conduziam a carrinha de de norte a sul sobre a ponte de Londres (London Bridge).

Veja aqui o mapa do atentado

A carrinha subiu o passeio e colidiu com os peões antes de ser abandonada pelos atacantes, que estavam armados com facas, e continuaram na direção do mercado Burough, esfaqueando inúmeras pessoas", indicou o comissário assistente da polícia, Mark Rowley, em comunicado.

A primeira-ministra britânica já tinha dado a indicação de que oito minutos depois da primeira chamada de emergência os atacantes foram confrontados por oito polícias armados, que dispararam mais de 50 balas e os abateram. Um peão foi apanhado no meio do tiroteio e ficou ferido.