As polícias de Leeds e Plymouth, no Reino Unido, salvaram dois cães que estavam fechados dentro de carros, ao calor, num dos dias mais quentes do ano e numa altura em que a Europa enfrenta nova onda de calor. As forças de segurança tiveram de arrombar as viaturas para conseguir retirar os animais.

Em Leeds, o dono estava numa loja e regressou de imediato ao carro, assim que se apercebeu da situação. Embora tenha deixado a janela do veículo ligeiramente entreaberta, o homem foi alertado pela polícia para a gravidade da situação.

Em tempo de temperaturas recorde no Reino Unido, as autoridades estão a apelar a toda a população para ter atenção às condições dos animais. A polícia de West Yorkshire, que atua na cidade de Leeds, emitiu um comunicado onde pede ajuda às pessoas para reportar estas situações. As indicações da polícia são simples: "Se virem um cão em angústia num carro quente, liguem para o 999 [n.d.r. número de emergência do Reino Unido]". 

A mensagem da polícia é direta: "Cães morrem em carros quentes".

Muitas pessoas ainda acreditam que não há problema em deixar um cão no carro num dia quente se as janelas estiverem abertas ou se estacionarem na sombra. Mas a verdade é que continua a ser uma situação muito perigosa para o cão”, avisou a polícia de West Yorkshire.

O outro cão, que foi salvo em Plymouth, terá sido deixado no carro por um período de pelo menos duas horas. O animal foi resgatado já depois das 16:00, mas o bilhete de parqueamento indicava que o carro estaria naquele lugar desde as 14:00. A polícia de Charles Cross acredita que o cão esteve sozinho por mais de três horas.

O alerta surge, também, da Sociedade Real para a Prevenção da Crueldade Animal, que alerta para os riscos: “Nunca deixem animais em carros quentes, (…) mesmo que seja apenas por um bocado. As temperaturas podem facilmente chegar aos 47 graus Celsius nestes ambientes, o que pode ser mortal”.

Já a manhã desta sexta-feira, um cão morreu, por causa de lesões provocadas pelo calor. O animal teve uma falha renal que se revelou fatal, depois de o seu corpo atingir os 43 graus Celsius. O cão estava aos cuidados de uma tratadora e sentiu-se mal depois de um passeio ao ar livre. O caso não estará relacionado com maus tratos animais, mas é mais um alerta para a gravidade da situação.