Três dias depois de ter faltado às cerimónias do "Dia da Memória" por causa de uma lesão nas costas, a rainha Isabel II voltou a presidir a um ato oficial em Windsor, o primeiro ato presencial desde 19 de outubro.

A audiência com o general Sir Nick Carter, chefe do Estado-Maior, ocorreu esta quinta-feira para assinalar a sua despedida do cargo e mostrou que a monarca se encontra bem de saúde e de volta aos afazeres reais.

Apesar dos seus 95 anos, a rainha não tinha registo de muitos problemas de saúde até outubro, altura em que os médicos a aconselharam a descansar duas semanas e chegou mesmo a passar uma noite no hospital para exames médicos.

As recentes notícias sobre a monarca deixaram os súbditos preocupados com a saúde e longevidade da monarca que, em junho do próximo ano, assinala o 70.º ano de reinado.

Um discurso escrito pela Rainha e lido pelo filho, o príncipe Edward, esta terça-feira, no Sínodo Geral da Igreja Anglicana, adensou essas preocupações, até porque. pela primeira vez em 69 anos de reinado, a monarca britânica não esteve presente.

É difícil de acreditar que se passaram mais de 50 anos desde que eu e príncipe Philip estivemos no primeiro Sínodo Geral. Ninguém pode abrandar a passagem do tempo e embora muitas vezes nos concentremos em tudo o que mudou nos anos que se passaram, muito permanece o mesmo, incluindo o Evangelho de Cristo e seus ensinamentos."

A mensagem da rainha vai ao encontro da que tinha sido emitida na COP26, em Glasgow, na qual falou remotamente e alertou o mundo que "nenhum de nós vai viver para sempre".

Andreia Miranda