O jornalista francês Gwen Le Gouil foi sequestrado este domingo no nordeste da Somália quando fazia uma reportagem sobre tráfico de emigrantes ilegais a cerca de 70 quilómetros de Bosasso, capital da comarca de Puntlandia, noticia a Lusa.

As autoridades de Puntlandia conseguiram contactar com os sequestradores, que supostamente reclamaram um resgate de 70 mil dólares (48,5 mil euros), segundo informou a Organização de Repórteres Sem Fronteiras (RSF).

Também a França está em contacto com os presumíveis sequestradores do jornalista francês na Somália, indicou o ministro do Exterior francês, Bernard Kouchner.

«Espero que não se perca o contacto e que se trate só de um pedido de resgate», precisou Kouchner à televisão «I-Télé».

Kouchner referiu ainda que, para já, se privilegia a tese de um acto de delito e não de um sequestro político.

Em comunicado, a RSF qualificou este domingo de alarmante que o sequestro se tenha registado num país em que não são respeitados os direitos humanos e que oito jornalistas já morreram desde o início deste ano.

Segundo a RSF, trata-se da região «mais perigosa do mundo, depois do Iraque, para os profissionais dos média e comunicação social».