A Polícia Marítima resgatou, esta quarta-feira, 24 migrantes sírios e afegãos, incluindo sete crianças, que desembarcaram numa zona da ilha grega de Lesbos sem acessos, informou a Autoridade Marítima Nacional em comunicado.

O resgate aconteceu de madrugada numa zona escarpada, tendo os migrantes sido transportados para o porto de Tsonuia na embarcação "Arade", onde uma grávida recebeu oxigénio e uma outra mulher foi tratada a uma ferida na barriga.

O transbordo dos migrantes para a embarcação da Polícia Marítima foi feito por um bote semirrígido de uma organização não-governamental.

O grupo de sírios e afegãos - nove homens, oito mulheres e sete crianças - foi entregue às autoridades gregas.

Agentes da Polícia Marítima encontram-se na ilha de Lesbos desde segunda-feira ao abrigo da missão da Agência Frontex de controlo e vigilância das fronteiras marítimas europeias e de combate ao crime transfronteiriço.

Ministro da Defesa enaltece ação da Marinha

O ministro da Defesa, José Azeredo Lopes, enalteceu a vocação da Marinha, através da Polícia Marítima, para realizar missões de cariz humanitário, referindo-se ao regaste de 24 migrantes em Lesbos, na Grécia.

A Marinha demonstra, mais uma vez, através da Polícia Marítima, não só a sua capacidade para aquilo que mais tradicionalmente é associado às missões da Marinha, no âmbito da Defesa Nacional, como também a sua vocação para o salvamento e para realizar missões de cariz humanitário", afirmou o ministro em Viana do Castelo.

O governante, que falava aos jornalistas à margem de uma visita que efetuou aos estaleiros da WestSea, em Viana do Castelo, afirmou que essa "vocação" foi hoje "concretizada através de um resgate e um salvamento de mais de três dezenas de pessoas entretanto depositadas na ilha de Lesbos".