A Justiça espanhola concedeu um regime de semiliberdade ao ex-diretor-geral do FMI e antigo ministro da Economia espanhol Rodrigo Rato, a cumprir uma pena de prisão de quatro anos e meio pelo delito de corrupção.

O detido deverá sair da prisão em que está detido em Madrid nas próximas horas ou dias, passando a ser controlado através de uma pulseira eletrónica, mas a decisão abre a porta a que peça a liberdade condicional, devido à sua idade (71 anos) e problemas de saúde.

A magistratura tomou esta decisão depois de, na terça-feira passada, Rodrigo Rato ter sido absolvido de um outro caso, o da entrada do Bankia na bolsa de valores em 2011, em que também era suspeito de fraude.

O juiz explica que a decisão é tomada exatamente porque foi absolvido nesse caso, tem tido um bom comportamento na prisão e já pagou a responsabilidade civil da pena a que foi condenado.

O antigo diretor-geral do FMI e ex-ministro da Economia espanhol deu entrada na prisão em outubro de 2018 para cumprir uma pena de quatro anos e meio pelo seu envolvimento no escândalo financeiro dos “cartões black” do banco Caja Madrid.

O ex-banqueiro foi condenado em fevereiro de 2017 pelo desvio de fundos da Caja Madrid, que agora se chama Bankia, entidade a que presidiu de 2010 a 2012.

O escândalo dos “cartões black” (negro em inglês, a cor dos cartões de crédito) era um esquema que a Caja Madrid dava aos seus dirigentes e pessoas de confiança, para pagar despesas pessoais sem limite e sem declarar nada ao fisco.

Rodrigo de Rato foi membro do Partido Popular (direita) que o expulsou na sequência deste escândalo financeiro.

O economista foi vice-presidente e ministro da Economia do Governo de José María Aznar, entre 1996 e 2004, e diretor-geral do Fundo Monetário Internacional (FMI), de junho de 2004 até junho de 2007.

/ RL