Mais de 80 pessoas morreram no oeste da Birmânia na última semana durante operações do Exército em aldeias onde vive a minoria muçulmana rohingya, informa hoje a imprensa estatal do país.

Os incidentes ocorreram no norte do estado Rakhine, na fronteira com o Bangladesh, onde vive o grosso desta comunidade muçulmana, que é perseguida e está cercada pelo exército desde ataques registados a 9 de outubro contra postos da polícia fronteiriça.

Segundo o diário Global New Light of Myanmar, que cita um comunicado do exército, 69 alegados insurgentes, sete militares e dez polícias morreram em confrontos com as forças de segurança entre 9 e 14 de novembro.

Foram também detidos 234 atacantes, 29 dos quais foram já condenados.

As autoridades acusam estes grupos de queimar dezenas de casas em aldeias rohingya, uma comunidade a que também pertencem os alegados autores dos ataques, e negam que os incêndios tenham sido provocados pelas forças de segurança.

Já ativistas e grupos de defesa dos Direitos Humanos acusam o exército de execuções, violações e saques que têm como alvo os rohingya.