O governo norte-americano avisou a Rússia que de que "haverá consequências" se Alexei Navalny, morrer na prisão.

"Comunicámos ao governo russo que o que acontecer ao senhor Navalny sob a sua custódia é responsabilidade deles e eles serão responsabilizados pela comunidade internacional", disse este domingo o conselheiro de segurança nacional do presidente Joe Biden, Jake Sullivan, no programa  "Estado da União" da CNN..

"Em termos das medidas específicas que tomaríamos, temos em vista uma série de sanções que não vou tornar públicas agora, mas garantimos que que haverá consequências se ele morrer", acrescentou.

Por outro lado, os ministros dos Negócios Estrangeiros europeus vão analisar na segunda-feira a situação de Alexei Navalny, anunciou hoje o ministro alemão, Heiko Maas ao jornal alemão Bild.

"Na reunião de amanhã [segunda-feira] em Bruxelas, os ministros das Relações Exteriores da UE [União Europeia] discutirão a situação de Navalny”, disse.

De acordo com alguns órgãos de informação, Alexei Navalny, o dissidente russo que se encontra atualmente detido e e está em greve de fome há duas semanas, enfrenta um risco crescente de insuficiência renal assim como uma deterioração da sua visão. 

O homem de 44 anos quase não sobreviveu, no ano passado, a uma intoxicação no sistema nervoso, que o deixou em coma. O político acusa o Kremlin e os serviços de segurança russos de serem os responsáveis pelo sucedido, factos que estes negam.

Cerca de 500 médicos assinaram já uma petição em que pedem ao Kremlin e aos serviços penitenciários a imediata assistência médica a este opositor do governo russo. Médicos próximos de Navalny exigiram, no sábado, autorização para o ver imediatamente, temendo que tivesse uma paragem cardíaca fatal “a qualquer minuto”.

Mas as autoridades penitenciárias informaram que os exames médicos a que Navalny, que cumpre pena de dois anos e meio, foi submetido no início de abril mostraram que o seu estado de saúde é satisfatório.

Maria João Caetano / com Lusa