A polícia russa desativou, esta quinta-feira, um artefacto explosivo num apartamento em São Petersburgo, na Rússia, onde viviam os presumíveis cúmplices do "terrorista suicida" que na segunda-feira matou 14 pessoas no metro da cidade.

Fontes dos serviços de segurança russos informaram a Reuters que os explosivos encontrados esta quinta-feira são semelhantes à bomba não ativada que foi encontrada após o ataque.

Segundo a agência russa Tass, os bombeiros foram chamados e os apartamentos do edifício onde estava a bomba foram evacuados.

Um artefacto explosivo foi encontrado e desativado. Já foram dadas ordens para os residentes regressarem. Está tudo seguro até ao sétimo andar", afirmou o chefe do distrito, Konstantin Serov, aos jornalistas.

Serov revelou ainda que os ocupantes não eram os donos do apartamento. "É necessário tempo para descobrir como é que eles foram lá parar", acrescentou, sem no entanto especificar quantas pessoas viviam no apartamento.

De acordo com a Interfax, que cita fontes das autoridades, três pessoas foram detidas e está a ser investigada a sua ligação com Dzhalílov.

O Comité de Instrução da Rússia, autoridade que investiga o atentado, anunciou a detenção de várias pessoas que tiveram contacto com Akbarzhon Dzhalílov, o presumível autor do atentado no metro de São Petersburgo.

O engenho explosivo foi encontrado três dias depois da explosão no metro de São Petersburgo que fez 14 mortos. No dia desse atentado terrorista, as autoridades desativaram também um engenho explosivo improvisado numa estação de metro.

Andreia Miranda