Piotr Verzilov, ativista russo da banda contestatária Pussy Riot, vítima de um possível envenenamento que atribui aos serviços secretos russos, saiu hoje do hospital de Berlim onde foi internado há dez dias em estado grave.

Inicialmente hospitalizado em Moscovo, o ativista de 30 anos foi transferido por uma organização não-governamental para Berlim, devido às suspeitas da sua família, de que teria sido envenenado pelas autoridades russas.

O elemento dos Pussy Riot teve alta porque "o seu estado de saúde melhorou consideravelmente", anunciou hoje o hospital berlinense onde foi tratado.

As causas precisas do problema que o afetou estão, contudo, ainda por determinar.

"O consumo ou a absorção de uma substância exógena como causa desta síndroma parece ainda ser a explicação mais plausível", explicou hoje o médico Kai-Uwe Eckardt, um dos elementos da equipa que o tratou.

Os exames toxicológicos realizados ao doente "ainda não forneceram uma indicação clara" sobre a substância eventualmente utilizada contra Verzilov, sustentou, por sua vez, o diretor clínico do hospital, Karl Max Einhaupl.

O doente está, por seu lado, "firmemente" convencido de que foi envenenado.