A Rússia anunciou hoje sanções contra responsáveis europeus, em represália contra as medidas adotadas em outubro pela União Europeia após as informações sobre o suposto envenenamento do oposicionista russo Alexey Navalny.

Criticando as sanções europeias que visam desde outubro vários altos responsáveis russos, a diplomacia de Moscovo acaba de indicar que "vai alargar a lista de representantes dos países membros da União Europeia impedidos de entrar no território da Federação Russa".

As autoridades não identificaram os responsáveis visados pelas sanções.

A notícia de novas sanções russas surge um dia depois da divulgação de uma conversa telefónica na qual Navalny afirma falar com um agente dos serviços especiais russos que lhe revela pormenores do plano para envenená-lo.

Os serviços de segurança russis (FSB) classificaram a gravação como "uma falsificação" e "uma provocação".

Já hoje, responsáveis franceses, alemães e suecos na Rússia tinham sido chamados ao Ministério dos Negócios Estrangeiros russo, que criticou abertamente os três países pelas posições sobre o presumível caso de envenenamento de Navalny.

De acordo com a agência Ria Novosti, o embaixador de França e representantes das embaixadas da Alemanha e da Suécia foram chamados ao ministério.

Os três países afirmaram terem identificado uma substância nervosa do tipo Novitchok no corpo do dirigente da oposição russa, facto que impulsionou a aplicação de sanções do bloco europeu contra Moscovo.

Navalny sentiu-se mal e desmaiou a 20 de agosto durante um voo doméstico na Rússia e foi transportado dois dias depois em coma para a Alemanha para ser tratado.

Laboratórios na Alemanha, França e Suécia, assim como a Organização para a Proibição de Armas Químicas demonstraram que fora exposto a um agente neurológico Novichok da era soviética.

As autoridades russas têm rejeitado todas as acusações de envolvimento no envenenamento.

/ BC