Alexei Navalny, opositor do regime do Presidente Vladimir Putin, adiantou esta segunda-feira, através de uma publicação na rede social Instragram, que uma comissão da prisão o designou como extremista e terrorista. 

 

A mudança de estatuto ocorreu depois de Navalny ter sido convocado para participar numa reunião que terminou com o voto unânime da comissão nesse sentido. Com esta alteração de estatuto, as autoridades deixam de considerar que há risco de fuga do crítico do chefe de Estado russo, uma notícia que foi bem-recebida por Navalny, que deixa, assim, de ser constantemente vigiado durante a noite, explicou.

“Só que agora há um sinal por cima da minha cama que me identifica como um terrorista”, acrescentou o opositor, de 45 anos, que está a cumprir pena de prisão de dois anos e meio devido a acusações de fraude que remontam a 2014.

O caso de Navalny tomou novas proporções em agosto de 2020, altura em que o opositor diz ter sido envenenado, uma acusação que o Kremlin negou de imediato. Depois de recuperar do incidente, na Alemanha, o crítico mais famoso de Putin foi detido quando regressava à Rússia, onde permanece desde então. 

Em setembro, as autoridades russas abriram um novo processo criminal contra Alexei Navalny, que poderá mantê-lo na prisão por mais dez anos. 

Na semana passada, alguns dos seus apoiantes criticaram a atribuição do Prémio Nobel da Paz ao seu compatriota Dmity Muratov, jornalista de profissão, por considerarem que Navalny seria mais merecedor da distinção.

Beatriz Céu