Vladimir Putin, o atual presidente da Rússia, é um dos homens mais poderosos do mundo. Nasceu em 1952 e trabalhou como espião da KGB (organização de serviços secretos da União Soviética), antes de entrar no mundo da política.

No que diz respeito à sua riqueza pessoal há muitas dúvidas. Oficialmente, Putin possui um pequeno apartamento e uma garagem com vários carros. Contudo, há quem considere que o presidente da Rússia possui uma riqueza pessoal na ordem dos 20 mil milhões de dólares, ou seja, cerca de 18 mil milhões de euros, em termos estimativos.

O que não há dúvida é que Vladimir Putin tem muitos amigos ricos, que, alegadamente, beneficiaram da ligação com o presidente da Rússia, de forma ilícita.

De acordo com um artigo publicado na CNN, estas são algumas das pessoas que fazem parte do círculo de amigos próximos de Vladimir Putin:

Igor Sechin

É o presidente executivo de uma das maiores companhias de petróleo do mundo, a Rosneft, e é um dos homens mais poderosos da Rússia.

Igor Sechin trabalhou com Vladimir Putin no escritório do presidente da Câmara de São Petersburgo. Depois foi com Putin para Moscovo, onde desempenhou primeiro funções de assessor presidencial e depois de vice-primeiro-ministro.

Em 2014, depois da Rússia ter anexado a Crimeia e depois da passagem pela administração Putin, Igor Sechin foi condenado a sanções pelo Departamento de Tesouros dos Estados Unidos.

 

Gennady Timchenko

Possui uma fortuna de 16 mil milhões de dólares, isto é, cerca de 14 mil milhões de euros, e ocupa a posição 85 da lista de milionários, da revista Forbes.

Gennady Timchenko, que diz conhecer Putin há mais de 20 anos, é um dos fundadores da Gunvor, uma empresa global que negoceia nos mercados do petróleo e de outros produtos energéticos.

Como outros membros do círculo íntimo de Vladimir Putin, Timchenko também foi sancionado pelo Departamento de Tesouros dos Estados Unidos.

Segundo a CNN, o Departamento de Tesouros dos Estados Unidos afirmou que “as atividades de Timchenko no setor da energia estão diretamente ligadas com Putin. O presidente da Rússia tem investimentos na Gunvor e pode ter acessos a fundos da empresa”.

 

Dmitry Medvedev

É o primeiro-ministro da Rússia. Dmitry Medved e Vladimir Putin são ambos de São Petersburgo e trabalharam para o presidente da câmara da cidade, Anatoly Sobchak, no início dos anos 90.

Quando Putin se mudou para Moscovo e se tornou primeiro-ministro, Medvedev foi nomeado vice-chefe do gabinete do presidente.

Em 2008, Dmitry Medvedev e Vladimir Putin implementaram um controverso acordo de partilha do poder. Naquela altura, Putin já tinha sido presidente da Rússia, durante dois mandatos, e não podia, constitucionalmente, cumprir um terceiro mandato consecutivo. Assim, Medvedev tornou-se presidente e Putin primeiro-ministro. Quatro anos depois, voltaram a trocar de funções.

 

Nikolai e Kirill Shamalov

Kirill Shamalov é casado com a filha de Vladimir Putin, Katerina, e é filho de Nikolai Shamalov, um velho amigo do presidente russo.

Nikolai Shamalov ajudou a fundar a Ozero, uma comunidade da elite de “dachas”, ou seja, de fazendas e casas de campos, construída perto de São Petersburgo, na década de 90. Putin também é membro desta comunidade.

O filho de Nikolai Shamalov, Kirill Shamalov, é um dos milionários mais jovens da Rússia. Foi sancionado pela União Europeia, por ser um “conhecido de longa data” de Vladimir Putin e por beneficiar “das suas ligações com os políticos russos”.

 

Sergei Roldugin

É um violoncelista natural da cidade de Vladimir Putin: São Petersburgo. Sergei Roldugin apresentou Putin à ex-mulher Lyudmila e é padrinho da filha mais velha do presidente russo, Maria.

Sergei Roldugin foi muito falado na comunicação social, quando documentos dos Papéis dos Panamá mostraram que o músico lidou com várias empresas, que receberam centenas de milhões de empréstimos russos e de contratos lucrativos.

 

Vladislav Surkov

Foi apelidado,pelos meios de comunicação social, de ”cardeal cinzento” de Vladimir Putin. Vladislav Surkov é assessor de Putin e é conhecido por ter muita influência nas decisões tomadas nos bastidores.

Surkov foi acusado, pela União Europeia, de ajudar diretamente a Rússia a anexar a Crimeia, em 2014.

Em 2016, um grupo de hackers informáticos ucranianos alegou ter entrado numa conta de correio eletrónico, que pertencia a Vladislav Surkov. O grupo divulgou vários e-mails, que mostravam, detalhadamente, as tentativas russas para desestabilizar a Ucrânia.

 

Vyacheslav Volodin

É o presidente do parlamento russo e, antes de assumir essa função em 2016, passou cinco anos a dirigir a política interna do Kremlin.

Depois dos protestos pós-eleitorais de 2011, contra Putin, Vyacheslav Volodin trabalhou na consolidação do poder de Vladimir Putin e na melhoria da imagem e reputação do atual presidente russo.

Vyacheslav Volodin também foi sancionado pelos Estados Unidos, que dizem que a decisão de Putin de anexar a Crimeia foi “baseada em conversas com os seus conselheiros mais próximos, incluindo Volodin.”

 

Sergey Chemezov

Vladimir Putin e Sergey Chemezov conhecem-se há mais de 30 anos. Ambos foram agentes da KGB, na Alemanha Ocidental, e moravam no mesmo prédio.

Chemezov trabalhou na administração Putin e ocupou altos cargos em empresas do Estado russo.

Também foi condenado a pagar sanções, pelos Estados Unidos, que o consideram como “um aliado da confiança do presidente Putin”.

 

Yury Kovalchuk

É o banqueiro pessoal de Vladimir Putin, de acordo com o Departamento de Tesouros dos Estados Unidos.

Yury Kovalchuk é o maior acionista do Banco Rossiya e, em 2014, foi sancionado pelos Estados Unidos.

Assim como Vladimir Putin, Nikolai e Kirill Shamalov, Yury Kovalchuck também é um dos fundadores da cooperativa Ozero.

 

Arkady e Boris Rotenberg

Arkady e Boris Rotenberg são amigos de infância de Vladimir Putin: conhecem-no há mais de 40 anos.

Os irmãos também estão na lista dos sancionados pelos Estados Unidos.

O Departamento de Tesouros dos Estados Unidos refere que os irmãos Rotenberg beneficiaram da proximidade com Vladimir Putin, que lhes concedeu sete mil milhões de dólares (cerca de cinco mil milhões de euros), através de contratos, na altura dos Jogos Olímpicos de Inverno, de Sochi.