O primeiro-ministro polaco, Mateusz Morawiecki, acusou esta terça-feira o presidente russo, Vladimir Putin, de “orquestrar a crise migratória” na fronteira polaco-bielorrussa, enquanto a União Europeia (UE) exigiu a Varsóvia “maior transparência” na proteção da fronteira.

O presidente bielorrusso, Alexander Lukashenko “é o executor do ataque mais recente, um ataque cujo patrocinador está em Moscovo e esse patrocinador é o presidente Putin”, disse Morawiecki numa reunião de emergência no parlamento polaco.

Em Bruxelas, a comissária do Interior da Comissão Europeia (CE), a lituana Ylva Johnsson, defendeu que a Polónia deveria ser “mais transparente” na proteção das fronteiras com a Bielorrússia e aceitar a presença de agentes de Agência Europeia de Gestão da Cooperação Operacional nas Fronteiras Externa (Frontex), tal como a Lituânia está a fazer.

Johnsson participou na reunião da Comissão de Petições do Parlamento Europeu para discutir o Plano de Ação da UE contra o tráfico de migrantes para o período 2021-2025, tendo, durante o debate mencionado as “diferenças” entre a Lituânia e a Polónia na resposta ao que a UE considera uma “guerra híbrida”.

A palavra “híbrida” foi também utilizada em Bruxelas pelo secretário-geral da Organização do Tratado do Atlântico Norte (NATO), Jens Stoltenberg, que telefonou ao presidente polaco, Andrej Duda, para expressar” solidariedade da Aliança Atlântica face à situação na fronteira com a Bielorrússia”.

Numa mensagem na rede social Twitter, Stoltenberg considerou “inaceitável” a “tática híbrida da Bielorrússia ao utilizar os migrantes” como pressão política contra a UE.

Falei com Andrej Duda sobre a grave situação na fronteira da Polónia. A utilização de migrantes por parte da Bielorrússia como uma tática híbrida é inaceitável. A NATO solidariza-se com a Polónia e com todos os nossos aliados na região”, escreveu Stoltenberg.

/ AG