A Polónia convocou esta segunda-feira os chefes de Governo dos países do Grupo de Visegrado (V4) para analisarem os "atos de sabotagem russos" na República Checa, a escalada militar da Rússia na Ucrânia e a situação na Bielorrússia. 

Na reunião, que vai decorrer de forma virtual, o grupo constituído pela Polónia, República Checa, Eslováquia e Hungria vão abordar também questões sobre o "fortalecimento da segurança na região", anunciou o vice-ministro dos Negócios Estrangeiros polaco, Szymon Szynkowski vel Sek, através das redes sociais. 

O vice-ministro acrescenta que a reunião de urgência foi convocada pela Polónia, por ser o país que atualmente preside ao V4, com o objetivo de conseguir "uma resposta adequada" às recentes expulsões de diplomatas polacos na Rússia.  

No encontro, a partir do meio-dia, vai ser discutida "a situação criada pela escalada militar da Federação Russa nas últimas semanas, os recentes acontecimentos que marcam as relações entre a República Checa e a Rússia" e que vai ser demonstrada "solidariedade e apoio às ações tomadas pelos checos", disse o porta-voz do Governo polaco, Piotr Muller. 

Eduard Heger, que assumiu o cargo de primeiro-ministro da Eslováquia no dia 01 de abril vai participar pela primeira vez numa reunião do Grupo de Visegrado, acrescentou Muller. 

Segundo o porta-voz, o V4 pretende demonstrar apoio "à solidariedade já expressa pela NATO, pelos chefes de cinco dos sete grupos políticos do Parlamento Europeu e pelo Alto Representante da União para Assuntos Europeus e Política de Segurança, Josep Borell"

No mesmo comunicado é referido que "no dia 17 de abril, as autoridades checas anunciaram a expulsão de 18 funcionários da embaixada russa em Praga e que tinham sido identificados como membros dos serviços secretos russos". 

A decisão, explicou, esteve relacionada com a "participação de oficiais dos serviços secretos russos na explosão de depósitos de munições no complexo (checo) de Vrbetice em 2014", em que morreram duas pessoas.

Nas últimas semanas, a Rússia expulsou 20 diplomatas checos, cinco polacos e três eslovacos sendo que cada um dos países visados respondeu com "medidas recíprocas"

Durante as últimas semanas, a Rússia destacou tropas no leste da Ucrânia, onde se verifica um cessar-fogo desde julho de 2020.

Moscovo disse tratar-se de um exercício militar, mas a Ucrânia teme que em breve haja 120 mil soldados russos na região preparados para entrarem em combate.

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