Vladimir Putin negou que tenha sido a Rússia a atingir com um míssil o avião da Malaysia Airlines (MH17), que caiu na Ucrânia em 2014.

O governo holandês e australiano acusaram formalmente a Rússia pelo abate, mas o líder russo nega o ataque: "Claro que não fomos nós".

À margem do Fórum Económico, Putin comentou a acusação: "Há várias versões, incluindo a de que foi um míssil do exército ucraniano. Não há nada que inspire a nossa confiança como sendo conclusões finais, e não haverá sem a nossa plena participação na investigação".

O presidente russo não entende o porquê da Rússia ter sido afastada da investigação e, por isso, não acredita nas conclusões: "Desde o princípio que nos propusemos a trabalhar em conjunto para resolver esta tragédia, mas, para nossa surpresa, não nos deixaram participar".

Putin considerou que a queda do avião foi uma "tragédia terrível" e fez questão de lembrar que os ucranianos, em 2001, derrubaram acidentalmente um avião de passageiros russo, proveniente de Israel, matando todas as 78 pessoas a bordo.

O voo MH17 saiu de Amesterdão, na Holanda, e tinha como destino Kuala Lumpur, na Malásia, quando foi atingido por um míssil a leste da Ucrânia, a 17 de julho de 2014.

Todos as 298 pessoas que seguiam no avião, na maioria holandesas ou australianas, morreram no acidente.