Anton Franchikov, de 31 anos, matou cinco pessoas quando estava em isolamento em casa devido ao novo coronavírus, alegadamente porque estariam a fazer demasiado barulho. Segundo a RT, o homem, que era profissional de saúde numa clínica de neuropsiquiatria e casado com uma médica, estava em casa com os filhos quando cometeu o crime.

Terá começado por repreender da varanda o grupo que conversava na rua, mas como as cinco pessoas não foram para casa terá ido buscar uma caçadeira e disparou. Três pessoas morreram no local, outras duas tentaram esconder-se num apartamento mas Franchikov seguiu-as e assassinou-as também.

As cinco vítimas mortais, quatro homens e uma mulher, tinham idades entre os 22 e os 31 anos. 

O agressor, segundo os meios de comunicação russos, terá confessado os três primeiros homicídios mas alega não ter qualquer recordação de ter perseguido duas pessoas para as matar.

Pôs-se em fuga mas foi detido em Yelatma, na região de Ryazan. Segundo as autoridades locais, tratou-se de um "conflito entre vizinhos que terminou com um tiroteio", um desacato exacerbado pelas tensões da segunda semana de isolamento decretada na Rússia para evitar a propagação da pandemia de Covid-19. 

A mulher do homicida foi interrogada e diz que estava na casa de banho quando o marido abriu fogo sobre os vizinhos. Franchikov estaria de licença de paternidade e, antes de disparar, queixou-se de que o barulho dos vizinhos na rua ia acordar o bebé.