O Presidente dos EUA, Donald Trump, disse esta segunda-feira que vai anunciar a sua indicação para um novo juiz para o Supremo Tribunal ainda esta semana (sexta-feira ou sábado), para substituir a falecida Ruth Bader Ginsburg.

A morte, na passada semana, de Ruth Bader Ginsburg, aos 86 anos e ao fim de 27 em funções, abriu a possibilidade de Trump nomear mais um juiz para o Supremo Tribunal, podendo deixar este órgão com uma maioria conservadora de seis contra três juízes.

Numa entrevista à televisão Fox News, Trump disse ainda que o senado, que deverá votar a indicação presidencial e que tem uma maioria republicana, terá tempo suficiente para confirmar a nomeação do novo juiz ainda antes das eleições presidenciais, marcadas para 3 de novembro.

O Presidente disse que tem uma lista de cinco finalistas para o lugar, “provavelmente quatro”, que vai indicar ainda esta semana, e que vai pressionar para que haja um voto de confirmação no senado antes das eleições.

Trump rejeitou relatos de que Ginsburg teria dito à sua neta que era seu desejo que o seu substituto não fosse confirmado até à tomada de posse de um novo Presidente, explicando que acredita que por detrás dessa versão estarão políticos do Partido Democrata.

O candidato democrata à Casa Branca, Joe Biden, classificou a eventual substituição de Ruth Bader Ginsburg no Supremo antes das eleições presidenciais como um "exercício de poder brutal" e apelou aos republicanos moderados para que respeitem as obrigações constitucionais.

O desejo do Presidente Donald Trump de substituir a juiza antes das eleições de 03 de novembro é "um exercício de poder político brutal", afirmou Joe Biden, numa intervenção em Filadélfia no domingo.

No sábado, Biden já tinha defendido que deveria ser o próximo Presidente dos Estados Unidos, eleito em 03 de novembro, a escolher o substituto ou substituta da vaga deixada por Ginsburg, que morreu na sexta-feira, no Supremo.

De acordo com a Constituição norte-americana, o Presidente nomeia os juízes vitalícios para o Supremo Tribunal e o Senado é responsável por confirmar a sua escolha.

O Partido Republicano tem 53 dos 100 eleitos, mas duas senadoras republicanas moderadas já anunciaram que não pretendem participar na votação antes da eleição, o que complica a equação para Donald Trump.

/ HCL