Uma mulher iraniana, muito popular no Instagram, foi detida por acusações de promover a violência e o ódio, educação ilícita, blasfémia, insulto ao véu islâmico e encorajamento de jovens para cometer corrupção.

Sahar Tabar, o nome da instagrammer famosa pela aparência radical e cirurgias plásticas partilhadas nas redes sociais, tornou-se uma sensação viral em 2017, escreve a CNN, que cita a agência de noticias do Irão Tasnim News. A conta de Instagram da mulher foi, entretanto, eliminada, embora existam algumas outra com fotografias da mulher.

 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 

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De acordo com a agência, foram apresentadas queixas sobre a mulher ao Ministério Público iraniano.

Sahar publicava regularmente fotografias e vídeos no Instagram – a única grande rede social que não está banida no país. Os seguidores acreditavam que a mulher queria tornar-se numa versão zombie da atriz Angelina Jolie.

É tudo Photoshop e maquilhagem”, afirmou numa entrevista, em dezembro de 2017, à agência de notícias russa Sputnik. “Sempre que publico uma fotografia, torno a minha cara mais engraçada. É a minha maneira de me expressar, uma espécie de arte. Os meus seguidores sabem que não é a minha cara real”, explicou Sahar, que na altura era título em vários órgãos por se ter submetido a mais de 50 operações plásticas e por pesar apenas 40 quilos.

Nessa mesma entrevista, a mulher negou a intenção de se parecer com Jolie.

Eu não tenho qualquer interesse em parecer a Angelina Jolie, e não queria parecer-me com a personagem do filme “A Noiva Cadáver”. Percebo que tenha algumas semelhanças com elas, mas eu sou a minha própria musa e não quero parecer-me com ninguém. Não é esse o meu objetivo”, sublinhou a instagrammer.

 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 

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Sahar Tabar negou ainda a quantidade de cirurgias plásticas de que se falava, referindo apenas “algumas”, como ao nariz, lábios e lipoaspiração.

Também no Irão, em 2018, um casal de australianos foi detido por usar um drone sem autorização. No mesmo ano, uma jovem foi detida por publicar vídeos a dançar música ocidental na rede social.

A Amnistia Internacional, diz a CNN, afirma que a “confissão forçada” já adolescente foi transmitida em direto na televisão estatal do Irão.