A União Europeia (UE) ameaçou, nesta sexta-feira, reforçar as sanções à Bielorrússia, na sequência da morte na quinta-feira de um jovem pintor, na sequência de agressões por polícias à paisana, em Minsk.

A UE está pronta a impor sanções suplementares”, segundo um comunicado da UE, onde a morte do pintor Roman Bondarenko é considerada como “o resultado escandaloso e vergonhoso das ações das autoridades bielorrussas”.

Roman Bondarenko, um pintor de 31 anos apoiante da oposição bielorrussa, morreu na quinta-feira num hospital de Minsk após várias horas de cirurgia, “devido a ferimentos graves causados, segundo reportado, pela brutalidade de polícias à paisana”, segundo o comunicado, assinado pelo porta-voz de Josep Borrell, o chefe da diplomacia da UE.

A morte de Bondarenko ocorreu três meses depois dos movimentos de protesto no rescaldo das eleições presidenciais de 9 de agosto, que reconduziram o presidente Aleksandr Lukashenko no cargo e cujos resultados a UE não reconhece, nem o sexto mandato presidencial.

Quatro pessoas morreram e mais de 17 mil pessoas foram detidas desde as eleições.

O presidente da Bielorrússia e o seu filho e conselheiro de Segurança Nacional Viktor Lukashenko integram a lista das sanções que prevê a proibição de viajar para a UE e o congelamento de bens que os visados tenham no bloco europeu.

As sanções foram inicialmente impostas pelo Conselho da UE em 1 de outubro e Lukashenko, o seu filho e outras 13 pessoas ligadas ao regime constam da lista desde 6 de novembro.

A oposição democrática na Bielorrússia foi, pelo seu lado, galardoada com o Prémio Sakharov 2020 para a liberdade de pensamento, pelo Parlamento Europeu, estando a cerimónia de entrega marcada para 16 de dezembro.

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