Pequim apresentou esta segunda-feira queixa à Organização Mundial do Comércio (OMC) em resposta à entrada em vigor de novas tarifas norte-americanas sobre produtos chineses, que representam milhares de dólares no saldo anual das importações, foi anunciado.

Esses impostos violam seriamente o consenso alcançados pelos chefes de Estado dos nossos países em Osaka”, durante a cimeira do G20, anunciou, em comunicado, o Ministério do Comércio.

O Governo vincou ainda que a china opõe-se “firmemente” às tarifas impostos pelos Estados Unidos, sublinhando que vai lutar, através das regras da OMC, pelos seus “direitos e interesses legítimos”.

A China e os Estados Unidos estão envolvidos num confronto comercial há mais de um ano, que já resultou na imposição recíproca de tarifas sobre vários produtos.

Na cimeira do G20, que decorreu no final de junho, o Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e o Presidente da China, Xi Jinping acordaram reiniciar as negociações comerciais.

Porém, em 01 de agosto, Trump anunciou a imposição de novas tarifas aduaneiras de 10% sobre as importações chineses, que ascendem a cerca de 271 mil milhões de euros (300 mil milhões de dólares).

Os EUA já estavam a aplicar direitos alfandegários suplementares de 25% a importações chinesas de valor superior a 250 mil milhões de dólares.

Pequim retorquiu impondo mais tarifas alfandegárias a importações oriundas dos EUA no valor de 110 mil milhões de dólares.

Donald Trump respondeu com o aumento para 15% das sanções anunciadas em agosto.

/ SL