O presidente russo, Vladimir Putin, decidiu não seguir a recomendação do seu ministro dos Negócios Estrangeiros e recusou expulsar 35 diplomatas norte-americanos, como resposta à mesma medida tomada por Barack Obama, informa a agência RIA, citada pela Reuters.
 
"Não vamos expulsar ninguém", disse Putin, em comunicado.
 
Putin acrescentou que lamenta que a administração Obama termine o mandato desta forma, considerando que as novas sanções à Rússia prejudicam as relações entre os dois países.
 
Segundo a mesma fonte, o presidente russo promete avaliar as decisões do presidente eleito dos EUA, Donald Trump, antes de dar outros passos.

O ministro dos Negócios Estrangeiros, Sergei Lavrov, tinha assumido esta sexta-feira ter proposto a medida a Putin.

Esta sexta-feira, Moscovo já tinha mandado encerrar uma escola anglo-americana em Moscovo, segundo um alto responsável norte-americano citado pela CNN.

Além do fecho da escola, o Governo russo ordenou o encerramento do acesso que conduz à casa de férias da embaixada dos Estados Unidos na Rússia, no parque de Serebryanyy Bor, perto de Moscovo, informou o mesmo canal de televisão norte-americano.

Questionado pela agência de notícias Efe, um porta-voz do Departamento de Estado garantiu “ter visto informações na imprensa”, mas “não ter mais nada a acrescentar” sobre o assunto.

Os serviços secretos norte-americanos concluíram que o acesso a e-mails do Partido Democrata e da campanha de Hillary e a respetiva divulgação foram levados a cabo para pôr Trump – um ‘outsider’ da política que elogiou Putin – na Sala Oval.

As medidas anunciada ontem por Obama decorrem dessa investigação. O Presidente dos EUA sublinhou que o roubo de dados só pode ter sido dirigido por altos funcionários do governo russo e disse que todos os americanos devem estar alarmados com as ações da Rússia, ainda que não tenha revelado pormenores e conclusões daquela investigação.

Estas ações seguem-se a repetidos avisos privados e públicos feitos ao Governo russo e são uma resposta necessária e apropriada a esforços para lesar interesses norte-americanos, em violação das normas de comportamento internacional estabelecidas”, precisou Obama.

Esta sexta-feira, o primeiro-ministro russo, Dmitry Medvedev, sublinhou que a administração Obama, que está a terminar, chega ao fim numa “agonia anti-Rússia”.

“É lamentável que a administração Obama que, quando começou, restaurou os nossos laços, está agora a atingir o termo numa agonia anti-Rússia. RIP”, escreveu Medvedev escreveu na página oficial de Facebook.

Redação / - notícia atualizada às 12:34