Isla Kilpatrick-Screaton, de 2 anos, é a única pessoa do mundo diagnosticada com displasia mandibuloacral, uma doença popularizada pelo filme “O Estranho Caso de Benjamin Button”.

Quando Isla nasceu, os pais Kyle e Stacey repararam que a menina tinha vários problemas de saúde, o que fez com que a sua saída da maternidade tenha sido adiada durante muitos dias.

No entanto, a criança, que vive em Leicester, na Inglaterra, acabou por passar pouco tempo em casa e foi levada novamente para as urgências, depois de os pais terem começado a notar que o corpo da menina estava com uma cor “azulada”.

O primeiro grande susto dos pais surgiu quando Isla tinha dez meses e teve de ser ressuscitada pelos bombeiros. Foi descoberto que a língua da menina bloqueava a via respiratória quando tentava gemer. Embora os médicos a tenham conseguido salvar a vida através de uma traqueostemia, como resultado, Isla nunca mais conseguiu chorar.

Em outubro de 2017, depois de testes genéticos, os médicos diagnosticaram a criança com displasia mandibuloacral, uma doença que provoca o envelhecimento acelerado das células, fazendo com que o rosto de Isla se assemelhe ao rosto de uma pessoa idosa.

Além de provocar um bloqueio no crescimento e mudanças na cor da pele, a doença também causa o aumento do risco de diabetes tipo dois, pressão arterial elevada, arterioesclerose, doenças renais e cardiovasculares.

Ela é extremamente pequenina e frágil. Eu trato-a, a brincar, por avózinha. Ela mexe muito connosco e é uma personagem”, diz a irmã mais velha de Isla, Paige, ao jornal Metro.

Isla, de momento, é incapaz de falar e comunica com os pais através de linguagem gestual. Além disso, a menina pesa sete quilos e tem uma doença cardiovascular que condiciona a sua temperatura corporal, dificultando a respiração.