A seguradora Lloyd’s of London anunciou esta quinta-feira que irá abrir uma delegação em Bruxelas em meados do ano que vem, como consequência do Brexit. Isto depois terem falhados as tentativas para que o mercado segurador continuasse com “livre trânsito” após a saída dos britânicos da União Europeia (UE).

Uma mudança que implica também a transferência de 100 das cerca de 600 a trabalharem em Londres, segundo noticia o The Guardian.

A presidente-executiva, Inga Beale, já garantiu que a sede da Lloyd’s irá permanecer em Londres mas que irá regularmente a Bruxelas. O principal objetivo é que a seguradora consiga dar ao mercado e aos clientes, soluções eficazes que garantam a continuidade do negócio, sem interrupções, na altura em que o Reino Unido sair da UE.

"Bruxelas reúne os elementos chave para fornecer uma sólida referência para o mercado regulatório com uma localização central na Europa" acrescenta Inga Beale, citada pelo mesmo jornal.

A nova localização traz também a promessa de garantir seguros de risco a 27 países da União Europeia, depois da saída de um dos Estado.

A Lloyd´s of London é a seguradora mais antiga do mundo, fundada em 1688, e está longe de ser a única a falar de deslocalização na sequência do Brexit.

O banco de investimento GoldmanSachs já disse que vai transferir centenas de banqueiros para as cidades de Frankfurt e Paris. A capital francesa é também alvo de interesse por parte do banco londrino HSBC que está em vias de transferir mil postos de trabalho de Londres.

Também os norte-americanos AIG e o JPMorgan anunciaram que irão ser realocados centenas de trabalhadores.