Um americano terá sido morto por elementos de uma tribo em vias de extinção, que vive no Golfo de Bengala, no Índico. De acordo com a BBC, que cita fontes policiais, sete pescadores foram presos por, ilegalmente, terem transportado o homem até à ilha de Sentinela do Norte.

O acesso à ilha é altamente restrito e o contacto com as tribos está estritamente proibido.

Os sentineleses, a tribo em causa, terá cerca de 50 elementos. É um dos poucos povos que resistem ao contacto com o mundo exterior e permanecem isolados. São conhecidos por atacarem todos os estrangeiros que se aproximam da ilha.

De acordo com os meios de comunicação locais, a vítima, John Allen Chau, seria um missionário que insistia em aproximar-se da tribo para lhes pregar o Cristianismo. Já teria visitado a ilha por “quatro ou cinco vezes” anteriormente, sempre com a ajuda de pescadores locais.

Uma dessas tentativas, avança a AFP, terá ocorrido a 14 de novembro. Não foi bem-sucedido e tentou outra vez a 16 de novembro.

Os pescadores que deixaram o missionário na ilha, relatam que ele foi inicialmente atacado com setas, mas continuou a avançar. Depois, viram elementos da tribo a atarem uma corda à volta do pescoço do homem e a arrastarem o corpo. O cadáver foi encontrado a 20 de novembro.

A tribo Sentinelesa e Jarawa, que vivem no arquipélago de Andamão. Vivem da caça e do que recolhem da natureza. O contacto de estrangeiros com os elementos destas tribos está proibido, para preservar os dois povos de doenças que possam ser levadas do exterior. O caso dos sentineleses é particularmente delicado: o seu quase total isolamento faz com que o seu sistema imunitário esteja vulnerável e estejam mais suscetíveis de contraírem doenças como gripe ou sarampo.