A Guarda Nacional Bolivariana (polícia militar) revelou na quarta-feira que 90 pessoas foram sequestradas na Venezuela desde Janeiro último, escreve a Lusa.

«Registaram-se 83 (casos de) sequestros, com 90 pessoas afectadas (sequestradas), das quais 37 permanecem em cativeiro», disse o general Leggio Rojas, director de segurança daquele organismo policial.

Segundo aquele responsável, as autoridades apesar do elevado número de sequestros, as autoridades receberam apenas «24 denúncias que permitiram a detenção de 47 raptores e 11 sequestradores foram abatidos em actos de flagrante delito».

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Por outro lado, explicou que os raptores optaram por se deslocar-se para os centros urbanos onde «se mantém um notável aumento, na parte de comércio e familiares de produtores».

«É difícil ver-se numa situação de sequestro ou extorsão, mas é importante fazer ver que na medida em que os familiares cedam ao pagamento da quantidade exigida pelos delinquentes, o que estão a fazer é repotenciar as organizações delituosas, pelo que devem sempre denunciar e confiar nas instituições», enfatizou.

Os piores estados

Rojas disse ainda que dos 90 sequestros ocorridos no país quatro são de produtores de gado, 35 comerciantes, 32 estudantes e 19 correspondem a outros cidadãos, sem precisar quantos são os casos de crianças. Os estados que registam maior número de sequestros são Zúlia, Lara e Barinas.

A insegurança e os sequestros são as principais preocupações da comunidade lusa radicada na Venezuela, principalmente entre os comerciantes radicados nas localidades de Guarenas e Guatire, a leste de Caracas, onde as algumas das vítimas que foram libertadas advertiram os compatriotas sobre a existência de listagens com nomes de conhecidos empresários.

Para combater os sequestros, 40 mil oficiais da Guarda Nacional Bolivariana foram espalhados pelo país. Entre Janeiro e Março de 2008, foram sequestradas 111 pessoas na Venezuela.