A zona este da cidade de Alepo, na Síria, ainda controlada por rebeldes, foi fortemente bombardeada por aviões de guerra, esta terça-feira, informou fonte oficial da Defesa Civil.

Segundo a mesma fonte, citada pela agência Reuters, o ataque foi o mais forte das últimas semanas.

[Confirmamos] ataques aéreos e bombas [lançadas] com paraquedas. Os bombardeamentos são violentos. Não se via um ataque assim há mais de 15 dias”, afirmou Abu al-Laith.

A televisão estatal síria também dá conta destes ataques, realizados pela força aérea síria, contra zonas controladas por “terroristas” e respetivos armazéns.

O Observatório Sírio para os Direitos Humanos, sediado no Reino Unido, especificou que três bairros foram afetados por este que é o primeiro ataque contra zonas rebeldes em três semanas, colocando fim à pausa da ofensiva governamental, apoiada pela aviação russa.

Pelo menos três pessoas morreram na sequência dos bombardeamentos.

Em meados de outubro, o governo sírio e a Rússia decidiram parar os ataques aéreos sobre a cidade, para que rebeldes e apoiantes pudessem abandonar as suas posições. A pausa seria usada para que ajuda das Nações Unidas chegasse às zonas controladas.

Os rebeldes recusaram-se a sair e a ONU não conseguiu negociar a entrega de ajuda.
 

Rússia ataca posições do Estado Islâmico

O ministro da Defesa da Rússia, Sergei Shoigu, afirmou hoje que várias posições do Estado Islâmico na Síria foram atacadas com mísseis e jatos lançados a partir do porta-aviões do país, estacionado ao largo da costa síria.

O anúncio foi feito junto ao presidente Vladimir Putin, no sul da Rússia.