A Síria acusou esta quarta-feira Israel de um ataque com míssil a uma escola na província de Quneitra, no sul do país, mas uma organização não-governamental referiu que pessoas ligadas ao grupo Hezbollah e ao Irão estavam no local.

A agência oficial síria SANA informou que o ataque ocorreu na madrugada desta quarta-feira contra uma escola na aldeia de Alurryia e que causou apenas danos materiais, atribuindo a ação ao "inimigo israelita", sem fornecer mais detalhes.

Nos últimos meses, o inimigo israelita lançou vários ataques contra a província de Quneitra visando veículos civis e habitantes de cidades e vilas na zona rural de Quneitra, que acabaram mortos ou ficaram feridos", disse a agência SANA.

No entanto, o Observatório Sírio de Direitos Humanos (OSDH) afirmou, num comunicado, que "grupos leais à organização libanesa Hezbollah e aos iranianos estiveram presentes na escola atacada durante a noite" de terça-feira, acrescentando que nas áreas rurais da província de Waa há "uma grande presença" dessas milícias.

A ONG, com sede no Reino Unido e um grande número de colaboradores no terreno, alertou que alguns relatórios sugerem que houve vítimas durante o ataque à escola, embora não tenha especificado quaisquer números.

Israel tende a bombardear alvos de forças leais ao Presidente sírio, Bashar al-Assad, e os seus aliados, as milícias xiitas libanesas ou iranianas, causando baixas entre as suas fileiras, embora raramente tenha confirmado essas operações.

As autoridades israelitas consideram que a presença do Irão na Síria representa uma ameaça ao seu país.

O Governo sírio, por sua vez, tem em diversas ocasiões instado a ONU a adotar medidas para dissuadir Israel e impedir que repita tais ataques, que foram registados mais ou menos periodicamente desde o início do conflito na Síria.

Iniciado em 2011 com a repressão das manifestações pró-democracia, o conflito na Síria tornou-se mais complexo ao longo dos anos, com a intervenção de várias potências estrangeiras, sendo que a guerra no país já provocou mais de 380.000 mortes.

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