O ministro do Interior da Bélgica, Jam Jambon, estimou, este domingo, que entre 3.000 e 5.000 jihadistas que se encontram na Síria poderão regressar à Europa no futuro.

O governante belga indicou também que 117 jihadistas belgas que estavam na Síria já regressaram à Bélgica e que metade está na prisão, enquanto os restantes são "objeto de vigilância".

Estas informações foram dadas por Jam Jambon durante uma entrevista concedida à televisão pública francófona belga RTBF, tendo o ministro revelado que os jihadistas belgas que ainda se encontram em território sírio ou vão permanecer em Raqa (cidade no centro-norte da Síria) ou vão passar para a cidade iraquiana de Mossul para ajudar o grupo terrorista Estado Islâmico (EI).

As declarações do governante belga surgem no dia em que se completa um ano dos atentados de Paris. Os terroristas mataram 130 pessoas em quatro pontos da cidade: uma junto ao Stade de France, o português Manuel Dias; outras em dois restaurantes e a maioria, 90 pessoas, no Bataclan. 

Este domingo a capital francesa despertou bem cedo para homenagear quem perdeu a vida naquele dia.

Também a Bélgica foi alvo de dois atentados, já este ano, a 23 de março. O terror atacou o coração da Europa, às portas da sede da União Europeia: 31 pessoas morreram e 250 ficaram feridas. Pouco passava das oito da manhã, pouco mais de quatro meses após os atentados de Paris.

Três explosões bastaram: duas no aeroporto de Zaventem fizeram 11 mortos e uma na estação de metro de Maelbeek outros 20.