Catástrofes naturais, mudanças sociopolíticas e acidentes. Mas também atentados e acontecimentos desportivos. O mundo mudou em 2016.

Para a história mundial, 2016 ficará como o ano em que os Britânicos decidiram abandonar a União Europeia. Mas ficará para a história também como o ano em que o terrorismo atingiu o coração da Europa de uma forma nunca imaginada.

2016 veio também provar a volatilidade das supostas certezas das sondagens, com o Brexit e a eleição de Donald Trump.

2016 pôs o mundo a olhar, impotente, para a Síria.

Recorde aqui 2016:

 

1 - Atentados em Bruxelas

Um duplo atentado sacudiu, a 22 de março, a capital da Bélgica. Duas explosões no aeroporto de Bruxelas e uma na estação de metro de Maelbeek, em pleno bairro europeu, onde se situam os escritórios das principais instituições europeias fizeram mais de três dezenas de mortos e cerca de 300 feridos.

Os ataques foram levados a cabo em hora de ponta, planeados para serem profundamente mortíferos. O duplo ataque foi reivindicado pelo Estado Islâmico e resultou em vários detidos e numa caça ao homem que durou meses.

As ligações com os atentados de Paris, em novembro de 2015, foram desde logo evidentes, começando pelo facto de terem sido cometidos pela mesma rede jihadista.

O dupolo atentado em Bruxelas aconteceram poucos dias antes de um jogo particular entre as seleções de Portugal e da Bélgica, que se deveria realizer em Bruxelas. Por causa dos incidentes, o jogo, que inicialmente seria realizado no Estádio Rei Balduíno, na capital belga, foi transferido para Leiria.

2 - Brexit

O termo nasceu com a campanha para o referendo que ditou a saída do Reino Unido e agora já faz parte do dicionário de Oxford.

O Brexit veio provar que as sondagens e até as primeiras projeções eleitorais são falíveis: a 23 de junho, os britânicos foram dormir ainda na União Europeia e acordaram a 24, quando foram conhecidos os resultados oficiais do referendo, com um pé fora.

A saída do Reino Unido da União Europeia deverá efetivar-se em 2017.

3 - Atentado de Nice

A 14 de julho, Mohamed Lahouaiej Bouhlel, ao volante de um camião, irrompeu pelo meio de uma multidão que se preparava para assistir aos fogos de artifício que assinalariam o dia da França, em Nice. Mais de 84 pessoas perderam a vida e mais de uma centena ficaram feridas.

Dois dias depois, o ataque foi reivindicado, através das redes sociais, como habitualmente, o Estado Islâmico, que descreveu Mohamed Lahouaiej Bouhlel como um "soldado".

As memórias e os traumas desta tragédia foram reavivadas a 18 de dezembro. Num ataque em tudo semelhante ao de Nice, um homem, também ao volante de um camião atravessou um Mercado de Natal em Berlim, na Alemanha, provocando 12 mortos e meia centena de feridos. Também este ataque já foi reivindicado pelo Estado Islâmico.

4 - Tentativa de golpe de Estado na Turquia

Foi uma tentativa falhada de golpe de Estado, mas altamente mortífera. A 15 de julho, houve uma tentativa de golpe de Estado na Turquia. O presidente Erdogan conseguiu manter a população do seu lado e uma grande parte do exército.

Mas as consequências foram devastadoras: mais de 260 mortos, mais de metade eram civis. Foram detidos quase 3.000 militares e afastados mais de 2.700 juízes.

5 - Jogos Olímpicos

Os Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro encerraram a 22 de agosto com pompa e circunstância. Portugal só alcançou uma medalha, mas o responsável da missão olímpica portuguesa recusou assumir a derrota.

Para lá da polémica em torno da organização do evento, para a história destes Jogos Olímpicos ficam três nomes: Michael Phelps, Usain Bolt e Simone Biles conquistaram tudo o que havia para conquistar e tornaram-se nos heróis mundiais.

6 - Sismo em Itália

Nos últimos meses, Itália tem sido abalada por fortes sismos. Ainda na memória está o de 24 de agosto, na província de Rieti. Ao todo, o abalo de 6,2 graus na escala de Richter, fez 290 mortos. Só na zona de Reatino registaram-se 240 vítimas, das quais 229 em Amatrice e 11 em Accumoli. Na área de Las Marcas, o número de mortos é de 50.

7 - Impeachment de Dilma

Dilma Rousseff foi a primeira mulher a ser eleita Presidente do Brasil e a segunda pessoa no cargo a enfrentar um impeachment. Foi destituída do cargo a 31 de agosto, com os votos a favor da saída de 61 dos 81 senadores, depois de ter sido acusada de editar créditos suplementares no ano de 2015 e de usar dinheiro de bancos federais em programas do Tesouro, as chamadas "pedaladas fiscais".

No mesmo dia, poucas horas depois da destituição, o  interino Michel Temer foi empossado como 37.º presidente da República Federativa do Brasil.

Dilma deixou o Palácio da Alvorada, em Brasília, cerca de uma semana depois.

8 - Guerra na Síria

Não terá havido um únido dia em que Síria e Alepo não tenha estado nos noticiários do mundo inteiro. A guerra na Síria devastou o país e ceifou vidas inocentes e nem quem ajuda escapou à fúria das bombas. Os hospitais de Alepo são exemplo disso.

Quando se pensava que já nada mais há a destruir na cidade, a 01 de outubro, o maior hospital de Alepo voltou a ser bombardeado. Foi a segunda vez em poucos dias.

9 - Trump eleito Presidente dos Estados Unidos

Contra todas as previsões, contra todas as sondagens, Donald Trump foi eleito Presidente dos Estados Unidos a 8 de novembro de 2016.

No voto popular, Donald Trump perdeu para a adversária Hillary Clinton. Mas conseguiu os votos necessários do Colégio Eleitoral norte-americano e foi confirmado como o homem mais poderoso do mundo a 19 de dezembro.

Nem todas as polémicas em torno da alegada pirataria informática russa, que terá contribuido para os resultados eleitorais e ensombrou a vitória, impediram o milionário de se tornar o próximo presidente dos Estados Unidos. A tomada de posse está marcada para 20 de janeiro.

10 - Acidente com o avião da Chapecoense

A 29 de novembro, um avião da companhia aérea boliviana LaMia cai em Medellín, na Colômbia. A bordo, estavam 77 pessoas. A maioria dos passageiros eram jogadores da equipa brasileira da Associação Chapecoense, que se deslocava para a Colômbia, onde iria disputar a Taça Sul-Americana. Também viajavam no aparelho elementos da equipa técnica e da direção do clube e jornalistas, que iriam fazer a cobertura do evento. Apenas seis pessoas escaparam com vida.

Três semanas depois do acidente, o governo boliviano divulgou as conclusões da investigação à queda do avião. De acordo com a investigação, a empresa LaMia, o piloto e o sócio Miguel Quiroga foram os responsáveis pela tragédia aérea que vitimou 71 pessoas.