Uma das suspeitas de ter assassinado o irmão do líder da Coreia do Norte, Kim Jong-un, disse que lhe pagaram 90 dólares (cerca de 85 euros) para ela fazer uma “partida”. Segundo a mulher, a brincadeira consistia em barrar "óleo de bebé" na cara de Kim Jong-nam.

Estas declarações surgem depois de o relatório toxicológico à morte de Kim Jong-nam ter revelado que o meio-irmão do líder norte-coreano foi assassinado com um químico letal, o gás VX, que foi encontrado no seu rosto. Trata-se de um gás altamente tóxico, sem odor ou sabor, que é considerado uma arma química de destruição maciça pela ONU.

A versão dos acontecimentos da suspeita Siti Aisyah, natural da indonésia, foi contada a oficiais do seu país de origem, este sábado, num encontro que durou cerca de 30 minutos.

Ainda de acordo com os responsáveis indonésios, a mulher disse que não queria receber visitas da família enquanto estiver sob custódia da polícia malaia.

“Ela não quer ver a família aqui. Disse-nos para passarmos a mensagem ao pai e à mãe para não se preocuparem com ela”, afirmou o porta-voz dos oficiais Andriano Erwin.

Entretanto, a polícia da Malásia informou que via realizar buscas no aeroporto de Kuala Lumpur, onde Kim Jong-nam foi assassinado, em busca de produtos químicos. 

A operação via ter lugar durante a madrugada, final da tarde em Portugal. 

Os detetives malaios já detiveram três pessoas - duas mulheres, uma da Indonésia e outra do Vietname, e um homem norte-coreano - por suspeitas de envolvimento na morte de Kim Jong-nam.

O meio-irmão do líder da Coreia do Norte foi assassinado a 13 de fevereiro no aeroporto de Kuala Lumpur, enquanto esperava por um voo para Macau.

Kim Jong-nam  era contra o regime em vigor na Coreia do Norte e disse, por diversas vezes, que não tinha interesse em governar o país. Ainda assim, seria visto por Kim Jong-un como uma ameaça, por ser o filho mais velho de Kim Jong-il, o antigo líder do país.

Sofia Santana