Dois homens ficaram presos 60 horas numa gruta submarina nas Ilhas Baleares, em Espanha. A história foi contada na primeira pessoa, ao jornal El País, por Xisco Gàrcia, que diz que “tanto tempo fechado faz a pessoa pensar muito sobre a vida e sobre a morte”.

Gàrcia e o amigo que identifica como Guillem estiveram presos a 900 metros de profundidade, isolados do exterior. Como o computador de mergulho ficou sem bateria, os dois colegas perderam a noção do tempo e não sabiam há quantas horas estavam submersos.

Segundo o relato no jornal El País, os dois amigos exploram as ilhas Baleares desde 1994 e Gàrcia diz parecer “impossível que o acidente tenha acontecido, com mais de 20 anos de experiência”. O desastre ocorreu depois de Gàrcia ter passado a manhã a observar galerias e amostras de rochas. Guillem estava noutra secção e só se juntou ao colega na hora de voltar para a superfície. Para regressarem os dois tinham um fio-guia, que se soltou depois de um deles ter tropeçado numa pedra. A galeria onde se encontravam é conhecida com a “sala da Bella Muerte”, por ter muito dióxido de carbono.

Para sobreviverem, Guillem foi à procura de ajuda e os mergulhadores que salvaram Xisco Gàrcia foram Jhon Freddy Fernández e Bernat Clamor. A Guarda Civil espanhola e a Federação Catalã de Espeleologia estiveram no local e Gàrcia, que chegou à superfície quase em hipotermia, foi levado para o hospital Espases.