Os piratas somalis voltaram a atacar. Na madrugada desta terça-feira, sequestraram um navio pesqueiro nas águas do Índico. Trata-se do «Sakoba», de bandeira queniana e comando por um português naturalizado espanhol, que mora em Vigo e que opera para a empresa sediada na mesma cidade galega, a Malaca Shipping.

Segundo o jornal «El País», a tripulação é composta por vinte pessoas, a maioria de origem africana, embora o maquinista seja polaco. O barco tinha previsto regressar ao porto de Vigo no final de Março.

O «Sakoba» dedica-se à pesca de superfície, nomeadamente de peixe espada, tubarão e merlin. Trata-se de um barco que pertence à companhia «East Africa Deep Shipping», com base no Quénia, mas com um sócio galego, de Vigo. A comercialização do pescado é feita pela galega «Sakald Pesca».

A Confederação de Pesca de Espanha (Cepesca) assegurou esta manhã que, no momento do rapto, o barco estava em plena costa somali, muito perto de Mogadiscio.