Dois intelectuais chineses dissidentes foram libertados na quinta-feira depois de terem cumprido a pena de oito anos de prisão, acusados de subversão, indicaram este sábado associações de defesa dos direitos humanos, avança a agência Lusa.

Yang Zili, de 37 anos, e Zhang Honghai, de 36, pertenciam ao grupo de estudos Nova Juventude, um grupo de discussão que abordava os temas da reforma política e democracia, segundo a organização Human Rights in China, com sede em Nova Iorque.

A organização Repórteres Sem Fronteiras (RSF) saudou a libertação do ciber-dissidente Yang Zili, que tinha fundado a página Jardim das ideias, qualificando-a de «belo símbolo para a jornada de luta contra a ciber-censura».

«No entanto, a China continua a ser uma das maiores prisões do mundo para as vozes que criticam o Partido Comunista Chinês, sejam jornalistas, sejam simples internautas», adverte a RSF.

Depois de terem sido presos em 2001, Yang Zili, engenheiro informático, e Zhang Honghai, escritor, foram condenados a oito anos de prisão por subversão dois anos depois.

Dois outros membros da Nova Juventude, Jin Haike, engenheiro, e Xu Wei, jornalista, continuam na prisão, por terem sido condenados a dez anos.