Um camião abalroou várias pessoas, esta sexta-feira, em Estocolmo, na Suécia, provocando quatro mortos e pelo menos 15 feridos, nove deles em estado grave, confirmou fonte da polícia sueca.

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O pesado avançou sobre uma multidão e embateu, aparentemente de forma intencional, contra uma loja de grandes dimensões, a Åhlens, numa rua com muito comércio.

As autoridades estão a tratar o incidente como um atentado terrorista. Opinião partilhada pelo primeiro-ministro, Stefan Lofven, que afirmou que tudo aponta para esse cenário.

A Suécia foi atacada", afirmou o primeiro-ministro.

Testemunhas afirmam ter visto a polícia a deter uma pessoa após o ataque, mas as autoridades desmetem esta informação e garantem que nenhum suspeito foi detido até ao momento.

Em conferência de imprensa, as autoridades divulgaram uma fotografia de um suspeito que está a ser procurado.

Segundo a imprensa sueca, a polícia não encontrou explosivos ou armas dentro do pesado.

De acordo com a Spendrups, marca de cerveja sueca proprietária do camião, a viatura foi roubada junto a um restaurante em Estocolmo.

Durante uma entrega ao restaurante Caliente alguém entrou pela porta do condutor e arrancou, enquanto decorria a descarga", afirmou o diretor de comunicação da marca, Marten Lyth, à agência TT.

Pouco tempo depois do ataque, a polícia deu conta de relatos não confirmados de tiros no local.

Uma testemunha disse ao jornal local, Aftonbladet, que centenas de pessoas fugiram da zona.

O incidente aconteceu às 14:50 (13:50, em Lisboa) na rua Drottninggatan (rua da Rainha).

Os transportes da capital sueca foram encerrados e a polícia sueca pede aos cidadãos que evitem o centro da cidade.

O Rei Carlos Gustavo XVI já lamentou o "ataque em Estocolmo". A família real, aliás, que estava no Brasil, vai regressar mais cedo à Suécia.

Eu e toda a família real estamos devastados pelas informações que dão conta do ataque em Estocolmo".

Não há informação de portugueses entre as vítimas

O ministro dos Negócios Estrangeiros de Portugal considerou o atentado em Estocolmo como "um ato bárbaro" e adiantou que a embaixada portuguesa não tem informação que permita dizer que há cidadãos nacionais entre as vítimas. 

A informação que temos das autoridades suecas é que tudo leva a crer que se trata de um atentado que lamentamos e condenamos veementemente", disse Augusto Santos Silva, sublinhando que as informações que a embaixada portuguesa em Estocolmo tem "não permitem dizer que qualquer cidadão ou cidadã nacional esteja envolvido".

Élvio Carvalho Catarina Machado / Atualizada às 19:50