As autoridades filipinas elevaram hoje para 74 o número de mortos no país devido à passagem do tufão Mangkhut, o mais forte do ano, e acreditam que o número vai aumentar à medida que decorrem as operações de resgate.

Pelo menos 40 pessoas encontram-se ainda desaparecidas, na sequência de um deslizamento de terra em Itogon, na ilha de Luzon, no norte do país.

O fenómeno atingiu um abrigo de emergência para trabalhadores do setor mineiro e respetivas famílias, disse à agência France-Presse (AFP) o prefeito Victorio Palangdan.

Depois da devastadora passagem pelas Filipinas, o tufão seguiu para a China, afetando sobretudo a província de Guangdong, no sul, onde pelo menos quatro pessoas morreram e 2,5 milhões tiveram de ser realojadas, de acordo com a comunicação social estatal.

A região administrativa de Macau também foi afetada pelo tufão, com registo de 40 feridos, segundo o último balanço oficial.

No domingo, o sinal 10 de tempestade tropical, o máximo de uma escala com 1, 3, 8 e 9, esteve em vigor durante nove horas naquele território, o mais longo período registado desde 1968.

Em Hong Kong, que içou também o sinal máximo durante várias horas, pelo menos 200 pessoas ficaram feridas. Na segunda-feira, 600 estradas estavam bloqueadas ao trânsito e os principais transportes continuavam suspensos.

A tempestade tropical provocou chuvas torrenciais e ventos ciclónicos, que causaram cortes na eletricidade e nas comunicações em vários dos locais afetados.

Bruxelas mobiliza ajuda

A Comissão Europeia anunciou hoje a mobilização de um pacote de ajuda de emergência no montante de dois milhões de euros para apoiar as vítimas do tufão Mangkhut.

Sublinhando “os devastadores efeitos” do tufão, o comissário europeu responsável pela Ajuda Humanitária e Gestão de Crises, Christos Stylianides, precisou que a ajuda se destina a garantir abrigo, distribuição de bens de primeira necessidade, água, saneamento e segurança alimentar “para os mais vulneráveis entre aqueles que perderam as suas casas”.

A União Europeia irá financiar organizações humanitárias que já se encontram a trabalhar nas áreas afetadas e também está a prestar apoio com a disponibilização do serviço de cartografia por satélite “Copernicus” para um levantamento das áreas mais afetadas, indicou o executivo comunitário.