O navio de pesquisa científica da CSIRO captou esta quarta-feira um metorito a desintegrar-se no oceano a 100 quilómetros da costa Sul da Tasmânia.

O evento astronómico ocorreu por volta das 21:30 horas e apareceu como um rasgo de luz verde à tripulação que gravou o meteorito no momento em que se aproximava do Oceano Pacífico.

No vídeo, é possível ver o meteoro a descer do espaço e a iluminar-se a preto e branco.

Para o líder da tripulação, John Hooper, gravar o momento foi “um golpe de sorte”.

 

Ao rever as gravações, aquilo que pudemos observar fascinou-nos: o tamanho e o brilho do metoro eram incríveis”, afirma Hooper.

Glen Nagle, investigador de astronomia e ciência espacial da CSIRO, disse que, embora mais de 100 toneladas de detritos espaciais naturais entrem na atmosfera da Terra diariamente, a maior parte deles voa sobre áreas despovoadas, tornando este avistamento ainda mais raro.

Glen Nagle explica que o rasto de luz deixado pelo meteoro é causado pela fricção da superfície rochosa com a atmosfera, provocando uma conversão na sua energia cinética para calor, luz e som.

Muitos meteoros já foram asteróides, viajando pelo espaço com a sua própria trajetória, mas isso muda conforme passam perto da Terra, onde podem ser afetados pela atração gravitacional", afirma o investigador.

A tripulação da CSIRO, o órgão nacional para pesquisa científica na Austrália, estava a realizar o mapeamento do fundo do mar e a testar equipamento marítimo, quando o fenómeno ocorreu à sua frente.