O software dos carros autónomos da Uber tinha uma falha grave: de acordo com uma investigação aberta na sequência de um acidente mortal nos EUA, as viaturas autónomas não estavam programadas para reconhecer peões fora das passadeiras, avança o The Washington Post.

O caso na origem do inquérito remonta a março de 2018, quando uma mulher, Elaine Herzberg, foi atropelada mortalmente por uma destas viaturas no Estado do Arizona.

De acordo com as informações tornadas públicas pelo organismo que investiga acidentes com meios de transporte nos Estados Unidos da América - o National Transportation Safety Board - o software do carro detetou a mulher quase seis segundos antes do atropelamento, mas só travou um segundo antes do impacto.

Isto porque o programa está concebido para ignorar os chamados falsos positivos, objetos na via que podem interferir com a condução do veículo, como um saco a voar. 

"A Uber tem feito melhorias fundamentais na sequência da morte de Elaine Herzberg", frisou Sarah Abboud, porta-voz da Uber, em comunicado. No entanto, a responsável recusou esclarecer há quanto tempo a empresa sabia desta falha, já que a investigação ainda decorre.

A Uber garante ainda que o software para veículos autónomos já reage atempadamente quando deteta peões e ciclistas que não estejam a seguir as regras do código da estrada.