O continente europeu prepara-se para enfrentar a segunda onda de calor deste verão, com muitos dos países da Europa Central em linha para baterem recordes de temperatura esta semana.

O primeiro recorde foi, aliás, batido já esta terça-feira, na cidade de Bordéus, em França, onde os termómetros chegaram aos 41,2 graus Celsius, a temperatura mais elevada de sempre na localidade desde que há registo. O recorde de temperatura anterior tinha sido atingido em 2003, de acordo com a BBC, quando foram registados 40,7 graus.

Nos próximos dias, o calor deve apertar em França, na Bélgica, Alemanha e Holanda, assim como em várias regiões espanholas e até portuguesas.

Grande parte do território francês encontra-se sob aviso laranja, o segundo mais elevado na escala de alertas meteorológicos. O instituto Meteo France aponta que o calor torne a apertar em Paris na quinta-feira, quando as máximas devem ultrapassar o recorde de temperatura registado na capital francesa em 1947, de 40,4 graus.

Os termómetros devem ainda chegar aos 40 graus, ou perto disso, na Bélgica, onde foi decretado pela primeira vez aviso vermelho por causa do calor, na região de Saragoça, em Espanha, também sob aviso vermelho, e na Holanda, que ativou o “plano nacional para o calor”.

Em algumas regiões do Reino Unido, as máximas podem ultrapassar os 35 graus.

O risco de incêndio nos próximos dias é especialmente elevado para Portugal e Espanha.

A Organização Meteorológica Mundial (WMO) garante que as ondas de calor que estão a atingir a Europa têm a marca distintiva das alterações climáticas.

Como vimos em junho, estão a tornar-se cada vez mais frequentes, a começar mais cedo e a tornarem-se mais intensas. Não é um problema que vá desaparecer”, afirmou Claire Nullis, porta-voz da WMO, em entrevista à BBC.

Recorde que em junho, a onda de calor que atingiu grande parte da Europa fez os termómetros disparar na República-Checa, Eslováquia, Áustria, Andorra, Luxemburgo, Polónia, França, Itália e Alemanha. O mês passado foi considerado o junho mais quente de sempre na Europa, desde que há registo.

Susana Laires