O tufão Mangkhut, classificado já como a maior tempestade do ano, causou pelo menos 65 mortos e 33 feridos nas Filipinas, onde outras 45 pessoas continuam desaparecidas, de acordo com o último balanço da polícia local. Na China, morreram quatro pessoas e em Taiwan pelo menos uma.

O Mangkhut entrou no continente chinês durante a madrugada de domingo, com ventos acima dos 160 quilómetros por hora, depois de devastar o norte das Filipinas.

Após a passagem mortífera, o Mangkhut atravessou o mar do Sul da China no domingo, atingindo a China continental e as regiões administrativas especiais de Hong Kong e de Macau.

Quatro pessoas morreram na província de Guangdong, sul da China, devido à queda de árvores e materiais de construção, causada pelo tufão Mangkhut, que, entretanto, se converteu numa tempestade tropical, informou a imprensa estatal.

O sul da China continental continua a ser atingido por chuva e ventos fortes, com o Mangkhut a atravessar a região autónoma de Guangxi, em direção à província de Yunnan, no sudoeste do país.

Em Guangdong, província que faz fronteira com Macau e Hong Kong, 2,4 milhões de pessoas foram retiradas e os voos cancelados, devido à passagem do tufão. As ligações por 'ferry' entre Guangdong e a província de Hainan foram também interrompidas.

O governo de Guangdong ordenou ainda mais de 36 mil barcos de pesca a regressarem aos portos, enquanto a circulação ferroviária nas cidades de Zhanjiang e Maoming foi também suspensa.

Vídeos difundidos através da rede social chinesa Wechat mostram um hotel costeiro, na cidade de Shenzhen, que faz fronteira com Hong Kong, a ser inundado com o avanço do mar.

Em Macau, em plena madrugada, pelas 03:00 (20:00 em Lisboa), 1331 pessoas encontravam-se abrigadas em 16 centros de abrigo.

Dos 17 feridos registados no território, nenhum é português, indicou à Lusa o consulado-geral de Portugal em Macau e Hong Kong.

Mais de 600 estradas bloqueadas em Hong Kong

Mais de 600 estradas estão bloqueadas em Hong Kong devido aos destroços provocados pela passagem do tufão, no domingo, que deixou mais de 200 feridos naquele território.

De acordo com o South China Morning Post, centenas de estradas encontravam-se de manhã cortadas ao trânsito, devido a inundações e à queda de árvores.

As principais companhias de autocarros anunciaram também esta manhã a suspensão da maior parte dos serviços.

Assim que os ventos diminuíram, no domingo à noite, a proteção civil iniciou os trabalhos de limpeza nas ruas. Em vários pontos da antiga colónia britânica podia ouvir-se o som de motosserras a cortarem árvores, escreve a AFP.

A grande limpeza intensificou-se, pela madrugada, enquanto milhares de pessoas se esforçavam para regressar ao trabalho.

Algumas áreas do território foram atingidas por deslizamentos de terra e inundações, ao passo que as rajadas de vento de 230 quilómetros chegaram a fazer tremer arranha-céus.

Na região vizinha, em Macau, e pela primeira vez na história, os 42 casinos estiveram encerrados durante a tempestade tropical.

Autoridades de Macau suspendem todos os alertas de tempestade tropical

As autoridades de Macau suspenderam, pelas 18:00 (11:00 em Lisboa) todos os sinais de alerta de tempestade tropical, num momento em que o tufão Mangkhut se encontra a cerca de 740 quilómetros do território.

No domingo, o sinal 10 de tempestade tropical, o máximo de uma escala com 1, 3, 8 e 9, esteve em vigor durante nove horas, o mais longo período registado desde 1968.

O balanço provisório regista 17 feridos, um deles em estado grave, em resultado da passagem da pior tempestade do ano, que está a enfraquecer depois de ter atingido terra na China continental.