Uma equipa de investigadores publicou no Journal of Vertebrate Paleontology a descoberta no centro da Argentina dos últimos teratornis, aves carnívoras gigantes que habitavam a América do Sul durante o Pleistoceno, disse um dos autores.

Os teratornis eram aves gigantes com hábitos necrófagos, predadores que habitaram o continente americano durante quase 25 milhões de anos, até à sua extinção há cerca de 12.000 anos, explicou no sábado à agência de notícias Efe Marcos Cenizo, investigador da Fundação de História Natural Félix de Azara.

Acredita-se que os teratornis tenham tido origem na América do Sul, uma vez que os seus restos mortais mais antigos, entre os 25 e cinco milhões de anos, foram encontrados no Brasil e Argentina, disse Cenizo.

Após esse período de tempo, desapareceram do registo fóssil sul-americano, mas tornaram-se abundantes e diversificados na América do Norte, até à sua extinção no final do Pleistoceno, há cerca de 12.000 anos, acrescentou.

A equipa de investigadores publicaram a descoberta feita nas províncias argentinas de Buenos Aires e Santa Fé, revelando detalhes sobre a evolução tardia destas aves na América do Sul.

A presença tardia destas aves na América do Sul tinha passado despercebida, apesar de algum material ter sido recolhido na década de 1930, porque eram facilmente confundidas com condores, disse Cenizo.

Foram encontradas cerca de sete espécies de teratornis, segundo os investigadores, incluindo a Argentavis magnificens, a maior ave conhecida até agora, com um peso estimado de 70 quilos e uma envergadura de asa até sete metros, encontrada nos anos 70 na província argentina de La Pampa.

/ RL