Foi em Minneapolis, no sítio onde morreu George Floyd que o seu irmão, Terrence Floyd, e uma multidão se juntaram para apelar à paz e para que se faça justiça.

“Vamos lá mudar, pessoal. Façam isto pacificamente, por favor”, apelou Terrence.

Em resposta, a multidão gritou “Qual é o nome dele? George Floyd” e “Um já foi, faltam três”, referindo-se aos quatro agentes da polícia envolvidos no caso.

Derek Chauvin, o polícia que se colocou de joelhos sobre o pescoço de George Floyd, foi detido quatro dias após o incidente e foi acusado de homicídio, mas os manifestantes exigem que os seus colegas também sejam processados.

“Se eu não estou aqui a estragar a minha comunidade, então o que estão todos a fazer? (…) “Vocês não estão a fazer nada, porque isso não vai trazer o meu irmão de volta”.

  

Floyd, um ex-segurança de 46 anos, supostamente detido por ter tentado pagar com uma nota falsa num supermercado local, avisou diversas vezes o polícia que não estava a conseguir respirar e que estava a perder a consciência. Foi transportado para o hospital, mas a sua morte foi declarada pouco tempo depois, ainda dentro da ambulância.

À medida que se multiplicam as palavras de apoio à comunidade afro-americana e as homenagens a George Floyd, os Estados Unidos continuam a ferro e fogo.

A onde de protestos já fez dois mortos em Chicago e mais de quatro mil detidos. Os números da prisão incluem os das manifestações em Nova Nova Iorque e Filadélfia na costa leste, Chicago e Dallas no centro-oeste e sudoeste, bem como em Los Angeles na costa oeste.

Lara Ferin