O jovem que foi morto pela polícia inglesa, no domingo, depois de um ataque terrorista, em Londres, pediu à namorada que decapitasse os seus pais.

Vários órgãos de comunicação social britânicos escrevem, nesta segunda-feira, que o suspeito de terrorismo, identificado como Sudesh Amman, de 20 anos, enviava vídeos de decapitações à namorada encorajando-a a matar os próprios pais por não serem crentes do Islão.

Amman tinha saído da prisão há uma semana, depois de ter cumprido metade de uma pena de três anos e quatro meses, a que tinha sido condenado, em dezembro de 2018, por posse e difusão de propaganda terrorista.

Estava sob vigilância policial desde então, apurou o The Guardian, com a indicação de ser seguido por agentes armados.

Sudesh Amman, que foi libertado a 23 de janeiro, foi morto pelos agentes que o vigiavam, depois de entrar numa farmácia e esfaquear duas pessoas com uma faca que tinha roubado numa loja. Tinha na altura vestido um colete de explosivos falso.

Apesar de ter sido apanhado na posse de documentos de como fabricar explosivos, a polícia inglesa estava a par de que Amman queria cometer um ataque com recurso a uma faca.

A mãe do suspeito de terrorismo garantiu aos tabloides britânicos que Amman era "um rapaz simpático e educado" antes de entrar na prisão e que só se terá radicalizado quando cumpria a pena.

O grupo terrorista Estado Islâmico reivindicou o ataque em Streatham, dizendo que Amman era um dos seus combatentes e que atuou "em resposta ao apelo para atacar cidadãos dos países da coligação" internacional que combateu os jihadistas na Síria e no Iraque.