A ministra da Defesa francesa anunciou, nesta sexta-feira, que Bah ag Moussa, chefe militar do Grupo de Apoio ao Islão e aos Muçulmanos (JNIM), filiado na Al Qaeda no Mali, foi morto pelo exército gaulês na região de Ménaka, naquele país africano.

A intervenção ocorreu em 10 de novembro graças a "importantes meios de inteligência e um dispositivo de intervenção composto de helicópteros e tropas terrestres", disse Florence Parly, num comunicado divulgado hoje.

Felicito os militares franceses envolvidos nesta operação e todos aqueles que contribuíram em matéria de inteligência. É um grande sucesso na luta contra o terrorismo que a França desenvolve ao lado de seus parceiros no Sahel", disse Parly.

Bah ah Moussa, ex-militar das forças do Mali que desertou em 2012, é um dos líderes históricos do jihadismo no Sahel, considerado responsável por vários ataques contra forças malianas e internacionais, e um dos principais líderes militares jihadistas naquele país africano, onde se ocupou da formação de novos recrutas.

A ministra destacou que a França persegue grupos ligados ao Estado Islâmico e à Al-Qaeda que "em nome de uma ideologia mortal, atacam a população civil e procuram desestabilizar os estados da região", referiu a responsável, indicando que a aliança com os parceiros europeus é mais forte no Sahel.

A neutralização de um alto funcionário da Al-Qaeda reforça a nossa determinação coletiva e o sentido de nosso compromisso", assumiu a ministra, num dia que coincide com o quinto aniversário do ataque à sala de concertos Bataclan e a outros espaços no centro da cidade Paris, onde 130 pessoas morreram e mais de 450 ficaram feridas.

Em junho, o exército francês havia anunciado a morte do líder da Al-Qaeda no Magrebe, o argelino Abdelmalek Droukdal, noutra operação militar.

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