O ministro do Interior francês, Gérald Darmanin, disse esta quinta-feira que o seu Governo expulsou 66 dos 231 estrangeiros considerados radicais islâmicos e em situação irregular.

Numa entrevista à estação de rádio RTL, Darmanin disse que, para além dos que foram expulsos, cerca de meia centena estão em centros de detenção administrativa, aguardando expulsão, e outros 30 estão em prisão domiciliar.

Alguns dos estrangeiros nestas listas recorreram da decisão de expulsão junto do Conselho de Estado ou de tribunais administrativos, aguardando decisões judiciais, enquanto outros regressaram aos seus países por iniciativa própria.

O ministro francês explicou que os processos de expulsão estão a ser dificultados pelo encerramento do espaço aéreo e por restrições de viagens, devido à pandemia de covid-19.

Em outubro, o Governo francês instruiu os autarcas a removerem do território esses estrangeiros, no meio de uma polémica sobre o envolvimento de estrangeiros radicalizados nos ataques jihadistas que abalaram a França neste outono.

Darmanin confirmou que, ainda esta quinta-feira, os autarcas iniciarão os “controlos generalizados” de 76 mesquitas suspeitas de albergar pessoas ligadas ao radicalismo islâmico e garantiu que “se as dúvidas se confirmarem”, pedirá o seu encerramento.

O ministro do Interior francês realçou que essas mesquitas representam uma pequena parte das 2.600 do país, mas também que “os centros de culto radicalizados devem ser fechados”.

As suspeitas referem-se, em alguns casos, às atitudes ou discursos dos imãs que ali pregam, a origem do seu financiamento, a presença de escolas que oferecem formação fundamentalista ou de pessoas que os serviços secretos monitorizam por ligações a organizações fundamentalistas.

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